terça-feira, 25 de dezembro de 2018

O HORIZONTE E A LUZ - REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI




O horizonte e a luz

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Tudo o que é nobre traz júbilo a quem o faz e a quem o recebe. A nobreza não precisa de hora e local marcados para realizar-se, ela adora ser exercitada. Há algumas épocas que, por talvez animar mais a sensibilidade, são mais propícias a essa atitude, porém o Universo deseja tanto que ações assim sejam mais frequentes e verdadeiras, aliás, ele necessita muito de amor, bondade, honestidade, as doces realizações transformadoras na luz do progresso.
Várias pessoas apenas se perguntam como poderiam começar as mudanças e com esse questionamento perdem tempo na vida, decerto por pensarem que a renovação implica transformações e estas implicam nova reforma de agir e pensar e mudar o que está prático há tanto tempo e desapegar dos vícios certamente não é tão confortável.
Como se conhece a citação “deixar o homem velho e vestir o novo homem”, é assim que se deve iniciar, pois remendos e novas construções sobre edificações condenadas nunca surtiram bons e satisfatórios resultados. Portanto, como o bom senso e a consciência são indiscutíveis atributos para o desenvolvimento, agora é o momento ideal para renovar o caminho, os desejos e viver as novas realizações.
Não haverá mudança por si, no entanto tudo começará a mudar à medida que existirem a intenção e a energia para isso. Se o Natal é a data para uma nova vida com a dádiva da chegada do mais nobre Espírito ao Planeta, então, é evidente a luz incentivadora para a bendita renovação.
Toda base segura, toda horta saudável, todo pomar de doces frutos só existem por possuírem o preparo bem realizado, refeito ou reorganizado e com muito cuidado e amor serem desenvolvidos em cada etapa. Também a exemplo da chuva que renova a vida, o homem, para melhorar, deve renascer.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura:http://contoecronica.wordpress.com/




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link:https://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

LÍNGUA PORTUGUESA REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI




Eis mais alguns exemplos de erros comuns que se verificam no uso do idioma português:
1 - O Santos empatou em 1 a 1.
O correto: O Santos empatou por 1 a 1.
Explicação: em frases assim, em caso de vitória, derrota ou empate, usa-se a preposição “por”. Exemplos: O time empatou por 1 a 1. O Vasco ganhou por 2 a 1. O Santos perdeu por 3 a 2.
2 - Ela ficou contente por causa que ninguém se machucou.
O correto: Ela ficou contente porque ninguém se machucou.
Explicação: a locução “por causa que” não existe. Devemos usar em casos assim a conjunção porque.
3 - À medida em que ele falava, tudo se acalmava.
O correto: À medida que ele falava, tudo se acalmava.
Explicação: a locução “à medida em que” constitui um equívoco.
4 - Os torcedores tem razão em protestar.
O correto: Os torcedores têm razão em protestar.
Explicação: o presente do indicativo do verbo “ter” apresenta as seguintes formas: eu tenho, tu tens, ele tem; nós temos, vós tendes, eles têm. Note-se que a forma do plural é graficamente acentuada. Verifica-se o mesmo com o verbo “vir”: eu venho, tu vens, ele vem; nós vimos, vós vindes, eles vêm.
5 - Ele sentou na mesa para comer.
O correto: Ele sentou-se à mesa para comer.
Explicação: as pessoas educadas não se sentam na mesa para comer, mas à mesa, isto é, próximas dela.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste link:http://goo.gl/OJCK2W, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

SINTOMAS PRECURSORES DA MEDIUNIDADE - REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI




Sintomas precursores da mediunidade

Este é o módulo 111 de uma série que esperamos sirva aos neófitos como iniciação ao estudo da doutrina espírita. Cada módulo compõe-se de duas partes: 1) questões para debate; 2) texto para leitura.
As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto sugerido para leitura. 

Questões para debate

1. Por que a algumas pessoas é concedida a faculdade mediúnica?
2. Quais são os sintomas precursores da mediunidade?
3. Por que a maioria dos médiuns, sobretudo no início das suas tarefas na mediunidade, se envolve com problemas diversos ligados às suas faculdades?
4. Os médiuns, em sua generalidade, podem ser considerados missionários na acepção comum do termo?
5. Por que a existência de muitos médiuns é pontilhada de dificuldades, provações e desventuras?

Texto para leitura

A mediunidade manifesta-se por toda a parte, nos mais diferentes lugares
1. A mediunidade, na maioria das vezes, é um dom que o Espírito pede diante da sua necessidade de, uma vez encarnado,  conscientizar-se de forma indelével de sua condição de Espírito eterno. Ele é também instrumento de agilização do seu progresso espiritual. 
2. É por causa disso que, independentemente das próprias convicções, muitas vezes contrárias à realidade espiritual, surge a faculdade mediúnica ampliando a sensibilidade do homem para a percepção do ambiente espiritual que o circunda, de modo que, atendendo a esse objetivo, ela se manifesta em crianças e em velhos, em homens e em mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de desenvolvimento intelectual e o nível moral das pessoas.
3. Ignorando, muitas vezes, os recursos mediúnicos de que é dotado, o indivíduo começa então a sentir-se envolto em problemas, geralmente sem causas definidas, tais como um mal-estar generalizado, o desequilíbrio emocional fácil, as enfermidades que aparecem e desaparecem sem explicações médicas claras, determinados desentendimentos no lar, problemas profissionais diversos e muitas outras formas de desarmonia pessoal, familiar, social e profissional.
4. É em tais situações que, pressionada pelas circunstâncias e sem encontrar solução na religião que professa, a pessoa bate à porta do Centro Espírita, onde deve sempre ser recebida com os mais nobres sentimentos de solidariedade, compreensão, esclarecimento e ajuda.

Os sintomas precursores da mediunidade variam ao infinito
5. Algo bastante comum é o principiante espírita querer saber que tipo de faculdade mediúnica possui, e um dos recursos mais utilizados é procurar informar-se com os Espíritos por meio de outros médiuns, o que nem sempre é uma boa medida e não oferece segurança àquele que indaga, como explica Kardec em O Livro dos Médiuns, capítulo XVII, item 205.
6. Os sintomas que anunciam a mediunidade variam ao infinito. Martins Peralva os enumera: reações emocionais insólitas, calafrios e mal-estar, sensação de enfermidade, irritações estranhas... Algumas vezes, porém, pode a faculdade mediúnica eclodir sem nenhum sintoma, espontânea, exuberante. É por isso que a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade, o estudo e o trabalho constituem fatores de extrema valia na educação e no desenvolvimento da faculdade mediúnica.
7. Registre-se, no entanto, que o mais comum é vermos a mediunidade vinculada à dor, sobretudo no seu início, o que não é difícil de compreender, uma vez que vivemos em um mundo de expiações e provas, habitado por seres encarnados e desencarnados com os quais nos afinizamos e em quem predomina a imperfeição moral, expressa na forma de inveja, ciúme, ódio, despeito, vingança e tantos outros filhos do orgulho e da ignorância. São as vibrações decorrentes dessas imperfeições que o médium iniciante, com a sensibilidade ampliada, passa a sentir, sem ter ainda condições de lhes oferecer resistência, o que lhe virá posteriormente com o trabalho nobre, a perseverança no bem, o estudo sério, a oração e a vigilância. 
8. Conquanto existam no mundo médiuns que vieram ao orbe com tarefas importantes definidas, os médiuns não são, em sua generalidade, missionários na acepção comum do termo. São, em grande número de casos, almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram sobremaneira o curso das leis divinas e que resgatam seu passado obscuro e delituoso, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades. Essas palavras, grafadas por Emmanuel, fazem parte do livro Emmanuel, cap. XI, que Chico Xavier psicografou.

A faculdade mediúnica constitui um instrumento de progresso valioso
9. Arrependidos, esses Espíritos procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia. Não é, pois, de admirar que as existências dos médiuns em geral têm-se constituído em romances dolorosos, em vidas de amargurosas dificuldades, em histórias repletas de provações, continências e desventuras. 
10. Em tais casos, a mediunidade não é uma conquista do Espírito para a eternidade, mas uma concessão temporária, que constitui um instrumento extremamente valioso, embora difícil e complexo, o qual, se bem aproveitado, ensejará ao indivíduo uma ascensão espiritual mais rápida e o libertará dos débitos acumulados no passado.
11. A mediunidade é, bem se vê, uma prova muitas vezes dolorosa, mas sempre necessária ao enriquecimento espiritual da pessoa. A exemplo dos “talentos” de que nos fala o Evangelho, dependendo do que fizer com ela, o médium granjeará “talentos” maiores e mais nobres, observando-se sempre, nesse particular, a regra evangélica de que a cada um será dado sempre de acordo com o seu merecimento.
12. Todos somos médiuns, asseverou o codificador do Espiritismo, mas nem sempre possuímos uma faculdade operante capaz de ser transformada ou caracterizada como mediunidade-tarefa. Nesse caso, todos os esforços por desenvolvê-la serão infrutíferos. Não devemos, no entanto, deixar-nos envolver pelo desânimo e, sim, abraçar com alegria outras tarefas na seara espírita, até mesmo nas reuniões mediúnicas, onde há espaço para a atuação dos médiuns passistas e dos médiuns esclarecedores, convictos de que, independentemente de possuirmos ou não uma mediunidade produtiva, o objetivo fundamental da nossa presença no mundo é servir sempre e fazer a parte que nos cabe na obra do Criador.

Respostas às questões propostas

1. Por que a algumas pessoas é concedida a faculdade mediúnica?
A mediunidade é, na maioria das vezes, um dom que o Espírito pede diante da sua necessidade de, uma vez encarnado, conscientizar-se de forma indelével de sua condição de Espírito eterno. Esse dom é também instrumento de agilização do seu progresso espiritual. Eis por que a faculdade mediúnica é concedida a determinadas pessoas. 
2. Quais são os sintomas precursores da mediunidade?
Os sintomas que anunciam a mediunidade variam ao infinito. Martins Peralva os enumera: reações emocionais insólitas, calafrios e mal-estar, sensação de enfermidade, irritações estranhas... Algumas vezes, porém, pode a faculdade mediúnica eclodir sem nenhum sintoma, espontânea, exuberante. É por isso que a paciência, a perseverança, a boa vontade, a humildade, o estudo e o trabalho constituem fatores de extrema valia na educação e no desenvolvimento da faculdade mediúnica.
3. Por que a maioria dos médiuns, sobretudo no início das suas tarefas na mediunidade, se envolve com problemas diversos ligados às suas faculdades?
Esse fato não é difícil de compreender, uma vez que vivemos em um mundo de expiações e provas, habitado por seres encarnados e desencarnados com os quais nos afinizamos e em quem predomina a imperfeição moral, expressa na forma de inveja, ciúme, ódio, despeito, vingança e tantos outros filhos do orgulho e da ignorância. São as vibrações decorrentes dessas imperfeições que o médium iniciante, com a sensibilidade ampliada, passa a sentir, sem ter ainda condições de lhes oferecer resistência, o que lhe virá posteriormente com o trabalho nobre, a perseverança no bem, o estudo sério, a oração e a vigilância. 
4. Os médiuns, em sua generalidade, podem ser considerados missionários na acepção comum do termo?
Não. Embora existam no mundo médiuns que vieram ao orbe com tarefas importantes definidas, os médiuns não são, em sua generalidade, missionários na acepção comum do termo. São, em grande número de casos, almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram sobremaneira o curso das leis divinas e que resgatam seu passado obscuro e delituoso, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, como informa Emmanuel em seu livro Emmanuel, cap. XI, que Chico Xavier psicografou.
5. Por que a existência de muitos médiuns é pontilhada de dificuldades, provações e desventuras?
Conforme foi dito na resposta anterior, os Espíritos que fracassaram no passado, uma vez arrependidos, procuram arrebanhar todas as felicidades que perderam, reorganizando, com sacrifícios, tudo quanto esfacelaram nos seus instantes de criminosas arbitrariedades e de condenável insânia. Eis por que as existências de muitos médiuns constituem-se, de um modo geral, em romances dolorosos, em vidas de amargurosas dificuldades, em histórias repletas de provações, continências e desventuras. 

Bibliografia:
O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, itens 200, 205 e 210.
O Consolador, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, questão 383.
Emmanuel, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pp. 66 e 67.
Encontro Marcado, de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, p. 133.
Mediunidade e Evolução, de Martins Peralva, pp. 19 a 21.
Dimensões da Verdade, de Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo P. Franco, pp. 19 a 21.

Observação:
Eis os links que remetem aos 3 últimos textos:




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

CORDIALMENTE IRMÃO X ESPÍRITO - REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





Cordialmente

Irmão X (espírito)

E se você perdoasse?
Declara-se aflito e exausto. Aproximou-se do Espiritismo, como quem busca a fonte de águas vivas. Deslumbrado, feliz, você saciou a sede de conhecimento e consolação. Sentiu a grandeza da vida que se estende, sublime, além da morte, e passou a cooperar a fim de que outros recebessem a mesma dádiva.
Entretanto, alega a impossibilidade de ajustar-se às demais peças da máquina de serviço. Assevera, contrafeito, haver encontrado na organização doutrinária a inconsciência, a insensatez, a desconfiança e a maldade. Afirma que os irmãos não vibram no mesmo ritmo de fraternidade com que seu coração vai marcando as horas renovadoras.
Suas boas intenções são deturpadas, seus melhores sentimentos feridos...
No entanto, que lavrador do mundo encontrou o campo sem obstáculos e sem erva daninha, convidando-o ao amor da sementeira inicial?
Se você, de mãos postas no arado da própria redenção, avançasse, firme, no esforço silencioso, provavelmente não seria defrontado pelo desapontamento.
Não espere que o amigo venha ao encontro de suas necessidades, nem estabeleça dívidas de gratidão que você mesmo teria dificuldade de aceitar.
Não fomos chamados a servir entre anjos.
Criaturas imperfeitas quais somos, por que exigir um paraíso com exclusividade para os nossos desejos? Permanecemos num imenso campo de trabalho, onde cada servo foi trazido pelos Desígnios Superiores a recanto diferente.
O Espiritismo Evangélico detém gloriosa tarefa a concretizar-se através da colaboração dos homens de boa vontade. Se não nos sentirmos edificados para a melhoria dos outros, como realizar o cometimento?
Além disso, não creia seja você o único a tolerar. Todos nós arquivamos traços condenáveis na personalidade que outros suportam a seu turno.
Falhando-nos o senso de auxílio mútuo, como garantir a integridade das obras? Por que a demora na exasperação ou no desânimo, se há tanto serviço nobre por fazer? Por que disputar funções alheias se cada qual de nós está situado na posição em que será possível produzir mais e melhor?
As abelhas, em plena atividade da colmeia, quando visitadas por algum detrito, não perdem tempo, atribuindo-lhe demasiada importância. Envolvem o elemento indesejável em cera isolante e prosseguem na abençoada faina do mel.
Esqueçamos também o mal perturbador para que o bem não sofra perigoso intervalo.
Depois do sepulcro, na maioria das vezes, é que descobrimos o valor dos detritos nos círculos de luta em que você ainda se encontra.
O corpo constitui para a alma o que a enxada representa para o lavrador –  instrumento bendito para a aquisição de experiência. E acaso poderíamos justificar a deserção do agricultor, diante de pedras e espinheiros? Para que a enxada? Para que a oportunidade de elevação?
Não menoscabe o seu ensejo de aprender, trabalhar e servir.
Quanto à imperfeição dos companheiros, lembre-se de que o doente reclama remédio, tanto quanto o abismo anseia plenitude.
As visões gloriosas e as gloriosas revelações não traduzem mais que responsabilidade.
Paulo de Tarso contempla Jesus, radiante de beleza celestial, às portas de Damasco, todavia, voltando a si do êxtase divino, repara que a paisagem é a mesma e que os seus problemas individuais continuam inalteráveis, exigindo-lhe alta capacidade de renunciação e sacrifício para resolvê-los perante as Leis Eternas. O próprio Mestre, depois de maravilhosamente transfigurado no Tabor, desce o mente iluminado para escalar a cruz em plena sombra.
Que deseja, pois, meu amigo?
Voar sem asas? Não intente. Por enquanto trabalhe por alcançá-las.
É provável que você se aborreça com o meu parecer.
Esta opinião, porém, é de um “morto” para um “vivo” e, por isto mesmo, não tem maior importância.
Se você puder aproveitá-la, parabéns, merece pela atitude arrojada, diante de si próprio, mas se estiver incapacitado, continue procurando a “boa vida” até que a morte lhe descerre a visão.
A essa altura, aprenderá muita lição útil na compulsória, engaiolado no “cárcere do tempo perdido”, contudo, nem por isso esteja abatido e desconsolado porque você não será o primeiro.

Do livro Histórias e Anotações, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

RAMOS QUE ALEGRAM - REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





Ramos que alegram

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

No distante lugar onde Anne morava, o espírito de Natal começava a sentir-se mesmo faltando alguns dias. Em sua casa bem simples como as demais do povoado, sua mãe fazia os poucos enfeites aproveitando os raminhos secos caídos ao chão de uns pinheiros comuns que havia na entrada da floresta próxima.
Chegara o dia de buscarem os ramos. Anne e a mãe levaram um pano para embrulharem os raminhos colhidos. As duas se divertiam com a colheita e quando se davam conta, o pano tornava-se pequeno para abraçar os muitos ramos secos. Normalmente iam no fim de tarde e os raios do sol entre as árvores deixavam aquela floresta como uma árvore gigante de Natal com a luz dourada.
A mãe abraçava a trouxa do que se transformaria nos aguardados enfeites para a chegada do lindo menino Jesus. Anne sempre aguardava e, como das outras vezes, no dia 25 a emoção seria muito grande em seu coraçãozinho agora com nove anos. As duas chegaram a casa, mas a filha bem sabia o motivo do exagerado número de ramos que colhiam. Na verdade, sua mãe sempre fazia um enfeite também para cada casa do povoado. Depois de prontos, as duas passavam pelas casas para presentearem as famílias. Neste ano não seria diferente.
A mãe colocou todos os ramos no chão da entrada da cozinha; depois do jantar as duas começariam a confeccionar os enfeites. Estava noitinha. As duas comeram um pouco de polenta rala, mas estavam felizes, ainda assim havia o que comer. Organizaram a louça e a pequenina cozinha estava arrumada. Então, mãe e filha puxaram os muitos ramos para perto da mesa e a mãe começou a separá-los.
Anne confeccionava a parte mais simples, porém não menos importante; e a mãe criava as figuras dando a elas o delicado acabamento e as duas iam noite adentro criando os enfeites.
O trabalho duraria entre duas ou três noites, pois começava após a mãe chegar da lavoura de café onde trabalhava como catadora e também depois de Anne chegar da escola do povoado. Ou melhor, depois ainda de comerem alguma coisa.
Mas finalmente chegou ao fim. Todo o trabalho estava pronto. Todas as casas receberiam um enfeite.
No dia seguinte, mãe e filha entregariam os enfeites, mas, desta vez, como Anne conseguira finalmente aprender a escrever, a pequena escreveu uma mensagem, no decorrer dos últimos dias, que seria entregue junto com o presente para cada família. Eram estas palavras:
“O menino Jesus nasce no dia 25 de dezembro, mas em todos os dias podemos sentir a sua visita em nosso coração, como um sorriso a quem está triste, um amparo a quem está fraco e mais e mais amor pela vida em toda a sua cor e forma. Jesus cresceu e agora é o nosso irmão mais velho que nos cuida, nos ama e fica muito feliz quando fazemos outro irmão sorrir. Todos podem doar.”
Feliz Natal!
Anne saiu com sua mãe para a entrega dos presentes e deixou no cantinho da mesa o livro de onde copiara a mensagem. A luz fraca iluminava as letras douradas na capa do livro com o título: “Singelos espíritos que melhoram o mundo”.
E durante as entregas, o sorriso de quem presenteava e era presenteado iluminava aquela noite de dezembro e continuaria pelas outras noites do ano.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura:http://contoecronica.wordpress.com/




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

domingo, 9 de dezembro de 2018

DOUTOR XAVIER E O ABORTO REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI






Doutor Xavier e o aborto

Foi em março de 1858 que o tema aborto apareceu pela primeira vez na Revista Espírita, quando Kardec reproduziu um diálogo mantido com Dr. Xavier, médico recentemente desencarnado, cujas palavras a respeito do aborto seriam aproveitadas pelo Codificador da doutrina espírita na redação das questões 358 e 359 que integram a segunda e definitiva edição d´O Livro dos Espíritos, publicada em março de 1860.
Sabemos desde então que, na visão espírita, o abortamento de uma criança deve ser evitado, exceto na hipótese em que a continuação da gestação possa oferecer risco à vida da gestante.
O fundamento da restrição espírita ao aborto encontra-se no trecho adiante, constante da resposta dada à questão 358:
“Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando”.
Ao interromper, sem motivo justo, a gestação, quem assim age “impede uma alma de passar pelas provas” a que, evidentemente, se submeteu quando da elaboração de sua programação reencarnatória.
Na resposta dada à questão 360 do mesmo livro, o respeito à continuidade da gravidez se acentua de modo evidente.
Vejamos esse texto:
360. Será racional ter-se para com um feto as mesmas atenções que se dispensam ao corpo de uma criança que viveu algum tempo?
“Vede em tudo isso a vontade e a obra de Deus. Não trateis, pois, desatenciosamente, coisas que deveis respeitar. Por que não respeitar as obras da criação, algumas vezes incompletas por vontade do Criador? Tudo ocorre segundo os seus desígnios e ninguém é chamado para ser seu juiz.”
A recomendação contida no texto transcrito aplica-se por inteiro às situações em que se estima que o feto possa apresentar alguma deficiência, como ocorre nos casos de anencefalia e retardamento mental.
Os anos se passaram e muitas informações procedentes do plano espiritual reforçaram a ideia que devemos inicialmente ao Dr. Xavier. Assim é que no cap. 9 da parte terceira do livroObsessão/Desobsessão, editado em 1981 pela Federação Espírita Brasileira, Suely Caldas Schubert comenta três comunicações mediúnicas relacionadas com o aborto e suas consequências.
A primeira é de um médico que, enquanto encarnado, dedicou-se a essa prática. Ora, o abortamento – exceto quando realizado para salvar a vida da gestante posta em perigo – é considerado um crime aos olhos de Deus e nada há que o justifique, ainda que a lei dos homens o autorize. O médico desencarnado apresentou-se, portanto, extremamente perturbado e dizia-se perseguido por vários Espíritos. Acusando-se a si mesmo de criminoso, estava aterrorizado com seus atos. O arrependimento já lhe havia chegado, mas ele demonstrava muito medo de seus perseguidores, entre os quais se contavam algumas das vítimas de seu bisturi.
O segundo comunicante era uma mulher que havia morrido durante a realização de um aborto. Atormentada pelo remorso dessa ação, nutria um ódio especial pelo médico que a atendera, a quem agora perseguia, desejosa de vingança.
A terceira entidade a se comunicar era também uma mulher que cometera um aborto em sua última existência na Terra. Sendo pobre e lutando com muitas dificuldades para a manutenção dos filhos, ela se desorientou ao engravidar e procurou uma forma de abortar aquele que seria o sexto filho. Praticado o crime, o arrependimento foi-lhe terrível e imediato, pois ela jamais se perdoou por esse gesto e, desse modo, sofreu duplamente ao carregar pelo resto de seus dias o peso do remorso. Sua existência foi longa e difícil. Enfrentou as asperezas e dificuldades da vida e, ao fim de prolongada moléstia, desencarnou.
O plano espiritual reservou-lhe, porém, uma surpresa. Ao desencarnar, encontrou-se com o Espírito do filho rejeitado e grande foi seu abalo ao verificar que ele era um ente muito querido ao seu coração, companheiro de lutas do passado, que renasceria em seu lar com a finalidade precípua de ajudá-la a tornar menos amargos os seus dias. Espírito de certa elevação moral, ele há muito lhe havia perdoado a atitude infeliz, mas ela jamais se conformou com o ato praticado e agora, no plano espiritual, tomara a si a tarefa de socorrer as pessoas tendentes a cometer o mesmo erro, para mostrar-lhes que o destino é construção individual e que o aborto, longe de ser solução para as dificuldades da vida, será sempre o agravamento dos nossos males, quando não a porta que se fecha para os nossos melhores amigos.




Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

IDENTIFICAÇÃO ESPÍRITA ALBINO TEIXEIRA- REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018




Identificação espírita

Albino Teixeira

O espírita é aquele servidor do Evangelho que, no campo da observação:
- lê tudo;
- ouve tudo;
- vê tudo;
- e analisa tudo;
mas retém apenas a substância que lhe seja de proveito real;
na esfera da vivência:
- respeita a todos;
- serve a todos;
- lida com todos;
- e trabalha na senda de todos;
mas permanece tão somente com aqueles que estão procurando o caminho de acesso ao Reino de Deus.
Entre a observação e a vivência, ele pratica:
- todo o bem que pode;
- onde pode;
- como pode;
e quando pode.
Em suma, é possível identificar o espírita como um companheiro de Jesus Cristo na experiência humana, que nem sempre faz aquilo que quer, mas faz constantemente aquilo que deve.

Do livro Caminho Espírita, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.





Como consultar as matérias deste blog? Se você não conhece a estrutura deste blog, clique neste linkhttps://goo.gl/ZCUsF8, e verá como utilizá-lo e os vários recursos que ele nos propicia.