domingo, 6 de janeiro de 2019

BARBARA BOWMAN E A REENCARNAÇÃO - PARTILHADO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI






Barbara Ivanova, Carol Bowman e a reencarnação

A doutrina da reencarnação, que é um dos princípios fundamentais da doutrina espírita, não se fundamenta em dogma ou decisão tomada por autoridades religiosas. Trata-se de uma lei e como tal ninguém a ela poderá escapar, acredite ou não nisso.
À medida que os anos passam, fatos novos, muitas vezes ocorridos em ambientes que nada têm que ver com o Espiritismo, têm fortalecido a convicção dos espíritas e de todos os que admitem que não nos encontramos aqui na Terra pela primeira vez, mas, ao contrário, nossas vivências neste plano de vida são múltiplas e –  pode-se dizer – incontáveis.
Faz 28 anos, recebemos em Londrina a visita de Barbara Ivanova, um nome então respeitado mundialmente no campo das pesquisas psicobiofísicas, que falou a um público numeroso no Cine Teatro Ouro Verde. Um dos assuntos de sua conferência foi exatamente a reencarnação. Ivanova mencionou então vários casos de crianças que se recordavam de vidas passadas, fato que sugere a existência de uma memória extracerebral, que fora até então objeto de estudo de vários pesquisadores de renome mundial, como o indiano Banerjee e o americano Ian Stevenson. 
Posteriormente à conferência, ela concedeu entrevista coletiva numa sala do Hotel Bourbon. Uma das perguntas versou sobre o tema reencarnação. Alguém lhe perguntou quais eram os métodos em que ela se baseava para dizer que a reencarnação estava cientificamente comprovada. Em sua resposta, ela disse que toda a comunidade científica sabia disso, referindo-se certamente a seus colegas russos, e explicou, em seguida, que os métodos científicos adotados para comprovar a reencarnação são, entre outros, a comunicação com os Espíritos por meio da mediunidade, a regressão de memória às vidas passadas e a chamada memória extracerebral.
É bom lembrar que Barbara Ivanova nasceu em 1917 em Moscou, capital da Rússia, na mesma época em que eclodiu em seu país a revolução que conduziu Lênin ao poder e, por consequência, determinou o fechamento de todas as igrejas e a eleição do materialismo dialético como filosofia de governo. A reportagem sobre a conferência de Barbara Ivanova pode ser vista clicando neste link:http://www.oconsolador.com.br/ano4/163/especial2.html
Trinta e três anos depois do nascimento de Barbara Ivanova, nasceu nos Estados Unidos Carol Bowman, que levava uma vida comum, cuidando de seus dois filhos, até que algo muito estranho acontecesse.
Durante a comemoração do feriado de 4 de julho, seu filho caçula, Chase, que sofria de fobia de barulho muito alto, ficou em pânico com as explosões da queima dos fogos de artifício. Como se estivesse em transe, o menino começou a narrar sua morte violenta durante a guerra civil americana, na qual dizia ele ter sido um soldado negro. Chase contou todo o desespero da guerra com uma riqueza de detalhes de que só um historiador seria capaz. Após esse acontecimento, a fobia do menino desapareceu magicamente.
A partir desse dia, a vida de Carol Bowman mudou radicalmente. Procurando compreender o fenômeno que seu filho relatara, ela começou a pesquisar incessantemente sobre experiências semelhantes, mas não encontrou nada que a satisfizesse. Passou, então, a procurar pessoas que tivessem vivido alguma experiência similar e logo reuniu um vasto material que lhe permitiu escrever um livro sobre o tema vidas passadas. E assim o fez. Lançado nos Estados Unidos, o livro Children's Past Lives (Bantam, 1997), publicado no Brasil pela editora Sextante, foi editado também na Inglaterra, Austrália, Holanda, Alemanha e China.
Sendo judia, Carol Bowman disse em entrevista ao nosso confrade José Lucas, de Portugal, que não lhe foi difícil compatibilizar sua crença religiosa com a admissão da reencarnação, mesmo porque entre os judeus alguns acreditam na doutrina das vidas sucessivas, que, por sinal, é ensinada na Cabala.
Um dos casos relativamente à chamada memória extracerebral em que Carol Bowman esteve envolvida diz respeito ao retorno à existência corpórea de um piloto de caça americano abatido por ocasião da 2ª Guerra Mundial, um caso bastante expressivo e fartamente documentado, cujo relato o leitor pode ler clicando neste link:http://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com.br/2012/04/o-caso-do-piloto-americano-reencarnado.html




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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

O FENÔMENO ESPÍRITA REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





O Fenômeno Espírita

Gabriel Delanne

Parte 4

Damos sequência ao estudo do clássico O Fenômeno Espírita, de Gabriel Delanne, conforme o texto da 4ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, com base em tradução de Francisco Raymundo Ewerton Quadros. O estudo será aqui apresentado em 12 partes.
Nosso objetivo é que este estudo possa servir para o leitor como uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte do estudo compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

Questões preliminares

A. As mesas girantes, além de girar, apenas produziam sons?
B. Que conclusões constam do relatório final apresentado pela Comissão nomeada pela Sociedade Dialética de Londres a respeito dos fatos espíritas?
C. Que disseram William Crookes e o coronel de Rochas acerca das conclusões constantes do relatório apresentado à Sociedade Dialética de Londres?
D. Os sábios europeus atestaram a realidade do fenômeno de levitação?

Texto para leitura

53. Como as perguntas fossem bastante pueris, diz o escritor, a mesa pareceu impacientar-se e recusou responder. Fatos como esse e outros extraordinários registraram-se assim em casa do grande literato francês. (PP. 54 a 56)
54. Nessa época surgiram muitas teorias para explicar, sem a ação dos Espíritos, os movimentos das mesas girantes. Quando tudo parecia claro, o fenômeno revestiu-se de um caráter novo: a mesa passou a elevar-se e a mover-se sem qualquer contato dos operadores. Nova força parecia divertir-se com as mais engenhosas explicações! (P. 57)
55. Vários pesquisadores, como Robert Dale Owen e o sr. Morgan,  relataram ter visto a mesa erguer-se e manter-se suspensa no ar, sem que alguém a tocasse. (P. 58)
56. Lombroso publicou em 1892, na “Vie Moderne”, um depoimento recheado de relatos comprobatórios dos fenômenos espíritas, embora ele procurasse explicá-los de outro modo, sem admitir a influência dos Espíritos. Só mais tarde, em 1909, o grande criminalista italiano aderiria às teses espíritas, com o livro Hipnotismo e Mediunidade. (PP. 59 e 60)
57. Delanne transcreve o Relatório apresentado pela Comissão nomeada pela Sociedade Dialética de Londres, que realizou desde a sua criação, em 16/2/1869, quarenta sessões, chegando às seguintes conclusões:
I) Em certas condições de corpo e de espírito, produz-se uma força suficiente para pôr em movimento objetos pesados, sem o emprego de nenhum esforço muscular, sem contato, nem conexão material de qualquer natureza.
II) Essa força pode fazer produzir sons, que provêm de vibrações perceptíveis pelo tato.
III) Essa força é frequentemente aplicada com inteligência. (PP. 61 a 65)
58. Essa força foi submetida a medições por Robert Hare, na América do Norte, e William Crookes, na Inglaterra. Delanne descreve os processos adotados pelos dois cientistas e conclui que a força emanada de certos organismos humanos, chamados médiuns, está, desse modo, cientificamente analisada e medida. (PP. 66 a 68)
59. A força que move as mesas não é, pois, devida a movimentos musculares inconscientes, como pensava o Sr. Faraday: é produzida por certos seres cujo organismo nervoso esteja apto para emiti-la. Essa faculdade foi qualificada pelos espíritas com o nome de mediunidade, e os que a possuem são médiuns. (PP. 68 e 69)
60. Nesse sentido é o depoimento seguinte de Crookes: “Essas experiências põem fora de dúvida as conclusões a que cheguei em minha precedente memória, a saber: a existência de uma força associada, de um modo ainda inexplicado, no organismo humano, força essa pela qual a adição de peso pode ser feita em corpos sólidos, sem contato efetivo”. Crookes acrescenta ainda que a emissão dessa força física é seguida de um “esgotamento correspondente da força vital”. (P. 69)
61. A ideia de Crookes é confirmada pelo Sr. de Rochas, que, em sua obra “Les Effluves Odiques”, de 1897, baseando-se em diversas experimentos, conclui: I) que o organismo humano pode exteriorizar a força psíquica. II) que a vontade humana pode enviar essa força numa determinada direção. (P. 70)
62. A mediunidade não é, desse modo, um dom providencial, uma propriedade anormal, mas simplesmente um estado fisiológico que se apresenta  em todos  os seres, embora somente  em alguns  se encontre bastante desenvolvido. É isso que os Espíritos disseram a Allan Kardec e as pesquisas têm, por toda a parte, confirmado. (P. 70)
63. O interessante fenômeno da levitação é focalizado por Delanne, que transcreve, sobre o assunto, várias experiências relatadas por Wallace e William Crookes. (PP. 71 e 72)
64. O coronel de Rochas, diretor da Escola Politécnica de Paris, cita muitos exemplos do fenômeno em sua obra A Levitação, ficando comprovado, sem qualquer dúvida, que há médiuns que se elevam no ar, com sua poltrona, devido à ação de uma força ainda pouco conhecida, emanada do organismo do próprio médium. (P. 72)

Respostas às questões preliminares

A. As mesas girantes, além de girar, apenas produziam sons?
Não. As mesas, além de girar e responder com pancadas às perguntas das pessoas, passaram também a elevar-se e a mover-se sem contato com os operadores. Vários pesquisadores, como Robert Dale Owen e o sr. Morgan, relataram ter visto a mesa erguer-se e manter-se suspensa no ar, sem que ninguém a tocasse. (O Fenômeno Espírita, págs. 54 a 58.)
B. Que conclusões constam do relatório final apresentado pela Comissão nomeada pela Sociedade Dialética de Londres a respeito dos fatos espíritas?
O aludido relatório informa que a Comissão nomeada pela Sociedade Dialética de Londres, depois de 40 sessões, chegou às seguintes conclusões: I) Em certas condições de corpo e de espírito, produz-se uma força suficiente para pôr em movimento objetos pesados, sem o emprego de nenhum esforço muscular, sem contato, nem conexão material de qualquer natureza. II) Essa força pode fazer produzir sons, que provêm de vibrações perceptíveis pelo tato. III) Essa força é frequentemente aplicada com inteligência. Essa força foi submetida a medições por Robert Hare, na América do Norte, e William Crookes, na Inglaterra. A força que move as mesas não é, pois, devida a movimentos musculares inconscientes, como pensava o Sr. Faraday, mas, sim, produzida por certos seres cujo organismo nervoso esteja apto para emiti-la. Essa faculdade foi qualificada pelos espíritas com o nome de mediunidade, e os que a possuem são médiuns. (Obra citada, págs. 61 a 69.)
C. Que disseram William Crookes e o coronel de Rochas acerca das conclusões constantes do relatório apresentado à Sociedade Dialética de Londres?
William Crookes afirmou: “Essas experiências põem fora de dúvida as conclusões a que cheguei em minha precedente memória, a saber: a existência de uma força associada, de um modo ainda inexplicado, no organismo humano, força essa pela qual a adição de peso pode ser feita em corpos sólidos, sem contato efetivo”. A ideia de Crookes foi confirmada pelo coronel de Rochas, que, em sua obra “Les Effluves Odiques”, de 1897, baseando-se em diversas experimentos, conclui: I) que o organismo humano pode exteriorizar a força psíquica. II) que a vontade humana pode enviar essa força numa determinada direção. A mediunidade não é, desse modo, um dom providencial, uma propriedade anormal, mas simplesmente um estado fisiológico que se apresenta  em todos  os seres, embora somente  em alguns se encontre bastante desenvolvido. É isso que os Espíritos disseram a Allan Kardec e as pesquisas têm, por toda a parte, confirmado. (Obra citada, págs. 68 a 70.)
D. Os sábios europeus atestaram a realidade do fenômeno de levitação?
Sim. Wallace, William Crookes e o coronel de Rochas comprovaram a realidade da levitação, ou seja, que existem médiuns que se elevam no ar, com sua poltrona, devido à ação de uma força ainda pouco conhecida, emanada do organismo do próprio médium. (Obra citada, págs. 71 e 72.)

Observação:
Eis os links que remetem aos três últimos textos:




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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

NA SEARA DA LUZ - REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





Na seara da luz

Albino Teixeira

Nem todos conseguem, de improviso, realizar feitos heroicos ou desfrutar encargos de grande elevação, como sejam: apresentar uma vida sem erros; dirigir sabiamente a comunidade; ser um gênio na sublimação da inteligência; conservar equilíbrio invulnerável, a ponto de ser um modelo acabado de virtude; dispor de fortuna para garantir a beneficência; ou manejar o poder para a felicidade geral. Mas todos podemos, seja onde for, dizer a boa palavra, esboçar o gesto de simpatia, estimular a cooperação fraternal, abençoar com a prece e auxiliar pelo prazer de servir.
Em resumo, nem todos estamos habilitados, de pronto, a desempenhar as funções da lâmpada perfeita do Eterno Bem, cuja luz remove as trevas do mal; entretanto, cada um de nós, onde esteja, pode e deve ser um pequenino raio de amor ou luz!

Do livro Aulas da Vida, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.





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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

NO INÍCIO DO ANO - REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





No início do ano

CÍNTHIA CORTEGOSO
cinthiacortegoso@gmail.com
De Londrina-PR

Sempre no início do ano, promessas são feitas e sonhos são planejados, no entanto pouco do que se desejou é realizado ao longo do ano. Talvez falte a fé para as conquistas, a vontade para a mudança e a consciência da nobreza que é a vida. Porém os dias continuam junto com nossas oportunidades; graças ao bom Deus.
Importantes lições vividas e observadas deveriam ser aprendidas e não mais repetidas e o tempo deveria ser aproveitado com novas ocasiões, sentimentos, sorrisos e emoções. Ainda quanto há para viver, quanto há para sentir, aprender. Quanto há para crescer e desenvolver e tudo de forma tão melhor do que já se experienciou.
Há a forma mais branda de se falar, há também a bondosa maneira para agir. Há a paz, a compreensão, a ternura e, acima de tudo, há o amor. Convenhamos que acalmar tormentas é mais difícil que, com cuidado, preveni-las, mas o homem, como ser em desenvolvimento, aprenderá que o dia a dia é terreno e momento adequados para a sua proeza.
Mais do que qualquer outro tempo, o início do ano – assim normalmente determinamos – é ideal para propósitos que beneficiem não somente nós – eu –, mas o universo de uma forma mais generalizada, o que delimita todas as ações desde as discretas ou mais destacadas sem esquecer-se de que tudo na vida é movido por sua associada energia.
E como estamos num momento mais do que propício – início de um novo ano –, tão sensato será recolhermo-nos em oração e em seguida começarmos a viver os generosos desejos que tanto benefício surtirá ao universo. A palavra de reconciliação, a atitude bondosa, o abraço adiado, a liberdade, ou seja, libertar os aprisionados de nossos sentimentos e pensamentos, pois quem não esquece a dor torna-se o grande aprisionado.
Deixar a vida fluir; tudo tem seu tempo, pois há o tempo e necessidade para agir, aguardar, retornar, continuar, renovar e constantemente amar e perdoar, já que o amor e o perdão são sentimentos dos grandes corações, dos espíritos livres, dos semblantes realmente felizes.
Se ainda discursarmos que a mudança deve ser feita no início do ano, pois bem, é o exato tempo. E quem sabe este ano possamos compreender que o alimento sempre combate a fome; a água, a sede; a luz, a escuridão e toda renovação no amor alegra inúmeros corações em todo tempo e lugar. Ou seja, sempre é a melhor hora para o bem.

Visite o blog Conto, crônica, poesia… minha literatura:http://contoecronica.wordpress.com/




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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

O FENNÔMENO ESPÍRITA POR DANIEL DELANNE REPRODUZIDO EM BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI






O Fenômeno Espírita

Gabriel Delanne

Parte 3

Damos sequência ao estudo do clássico O Fenômeno Espírita, de Gabriel Delanne, conforme o texto da 4ª edição publicada pela Federação Espírita Brasileira, com base em tradução de Francisco Raymundo Ewerton Quadros. O estudo será aqui apresentado em 12 partes.
Nosso objetivo é que este estudo possa servir para o leitor como uma forma de iniciação aos chamados Clássicos do Espiritismo.
Cada parte do estudo compõe-se de:
a) questões preliminares;
b) texto para leitura.
As respostas às questões propostas encontram-se no final do texto abaixo. 

Questões preliminares

A. Que repercussão teve na França o surgimento de “O Livro dos Espíritos”?
B. Como estava em 1893, quando da elaboração deste livro, o movimento espírita na Europa?
C. Delanne referiu-se também, em seu livro, ao movimento espírita na América latina?
D. Que razões, na opinião de Delanne, nos levam a crer que os fatos espíritas não são produto de fraude ou de ilusão?

Texto para leitura

34. A luta na Inglaterra contra o Espiritismo não foi menos vivaz que nos Estados Unidos, mas os convertidos não recearam dar afirmação nítida e franca de sua mudança de ideias. Curiosamente, um dos céticos mais tenazes, que fizera grande campanha contra a nova doutrina, acabou convertendo-se, depois de quinze anos: O dr. Georges Sexton. (P. 37)
35. Dez anos antes desta obra de Delanne, uma agremiação intitulada “Society for Psychical Research” abriu um grande inquérito sobre as aparições. A Sociedade publicou regularmente o relatório de seus trabalhos nos “Proceedings”, e editou um livro: “Phantasms of the Living”, que relata mais de 200 casos de aparições bem averiguadas. (PP. 37 e 38)
36. A notícia dos fenômenos misteriosos que se produziam na América suscitou na França viva curiosidade e, em pouco tempo, a experiência das mesas girantes atingiu um grau extraordinário. (P. 38)
37. Em 1857, o Barão de Guldenstubbé publicou um livro, “La Réalité des Esprits”, onde se encontram relatadas as primeiras experiências de escrita direta obtidas na França. O livro não teve, porém, grande sucesso. (PP. 38 e 39)
38. Quando surgiu, no mesmo ano, “O Livro dos Espíritos”, de Kardec, essa publicação atiçou a guerra, e o público soube, com espanto, que o que tinha sido considerado até então como distração encerrava as mais profundas deduções filosóficas. (P. 39)
39. De todas as partes elevou-se uma gritaria contra Kardec. Jornais, revistas e academias protestaram, mas, honra seja feita, não se viram na França as cenas de violência que tinham acolhido o Espiritismo na América. (P. 39)
40. Duas correntes de opiniões se formaram nitidamente. Para uns, o fenômeno não tinha nenhuma realidade. Tal foi a opinião da Academia e dos srs. Babinet e Chevreul. Para outros, os deslocamentos da mesa e suas respostas eram devidos a uma ação magnética, sem participação de Espíritos. (P. 39)
41. As pesquisas levaram grande número de experimentadores a concluir que, nos movimentos das mesas, havia algo mais que pura ação física. Admitiu-se, então, a existência de forças psíquicas que poderiam agir sobre a matéria e dois horizontes se descortinaram. Os filósofos espiritualistas concluíram a favor das comunicações das almas de pessoas falecidas, enquanto os religiosos atribuíam os fatos a Satanás. (P. 40)
42. Auguste Vacquerie relatou, então, as experiências que fez em companhia da  sra. de Girardin em casa de Victor Hugo, em Jersey, atestando, no seu depoimento, sua crença nos Espíritos batedores. (P. 41)
43. Delanne menciona declarações pró-Espiritismo de Victor Hugo, Victorien Sardou e Eugène Bonnemère e diz que Camille Flammarion, Théophile Gautier , Maurice Lachâtre e dr. Paul Gibier foram espíritas. (PP. 41 e 42)
44. O movimento estava então, na França, mais florescente do que nunca. (N.R.: Este livro é de 1893.) (P. 42)
45. Existia em Paris regular quantidade de pequenos Centros espíritas e duas Sociedades abriam suas portas ao público: a Federação Espírita e a Sociedade de Espiritismo Científico. As principais cidades da França contavam com uma organização de propaganda bem estabelecida e havia diversos jornais espíritas, dentre eles a “Revista Espírita”. A recrudescência do movimento Delanne atribui ao Congresso Espírita de Paris, realizado em 1889. (P. 43)
46. Na Alemanha, Delanne cita os trabalhos do dr. Kerner, que foi levado a constatar fenômenos espíritas em 1840, ao ministrar seus cuidados à sra. Hauffe, mais conhecida sob o nome de Vidente de Prévorst. (PP. 43 e 44)
47. No mesmo país destacam-se as experiências realizadas pelo célebre astrônomo Zöllner, professor na Universidade de Leipzig, com o médium Slade. O famoso astrônomo relata em sua obra o curioso fenômeno de penetração de uma matéria por outra matéria, pela ação de inteligências desencarnadas, imaginando para tanto a existência de uma quarta dimensão da matéria. Seu testemunho foi confirmado por Fechner, pelo professor Ulrici e pelo célebre fisiologista Weber. (P. 44)
48. Outras sumidades do campo científico que aderiram ao Espiritismo são mencionadas, a seguir, por Delanne: o professor Butlerof e o conselheiro Alexander Aksakof, ambos da Rússia; e os professores Ercole Chiaia e Lombroso, da Itália, devendo notar-se que em 1893, ano desta obra, Lombroso não havia ainda aderido às teses espíritas. (PP. 45 e 46)
49. A Bélgica é descrita por Delanne como tendo um movimento espírita ardente e organizado como na França; mas é a Espanha que o autor considera como sendo o país onde o número de espíritas é, proporcionalmente, maior que em qualquer outro lugar, e onde existiam jornais e Sociedades espíritas bem organizadas em todas as cidades importantes. (P. 46)
50. Pode-se dizer – afirma Delanne – que o Espiritismo possui partidários convictos em todo o mundo. E relaciona diversos periódicos publicados na América latina, como as revistas “Reformador”, do Rio de Janeiro, e “Constancia”, de Buenos Aires. Segundo ele, o Paraná possuía à época três periódicos espíritas. (P. 47)
51. Concluindo, diz ele que, como foi visto, milhões de pessoas adotam as crenças espíritas. O movimento nascido na América em 1848 propagou-se, pois, com inaudita rapidez, e 150 jornais ou revistas instruem o público sobre as teorias novas. Delanne arrola, então, as quatro razões pelas quais é impossível que os fatos espíritas sejam resultado de fraude ou de ilusão:
1ª. Eles têm sido estudados por sábios eminentes, aptos para se pronunciarem, com conhecimento de causa, sobre a validade das experiências;
2ª. As experiências têm sido analisadas, grande número de vezes, por observadores independentes, céticos a princípio, e o resultado obtido tem sido idêntico em todos os países;
3ª. Esses fenômenos oferecem, em todas as latitudes, os mesmos caracteres fundamentais, donde resulta que são devidos à mesma causa;
4ª. Por último, os fatos ditos espíritas e sua autenticidade são tais que é impossível negá-los sem um exame aprofundado.  (PP. 48 e 49)
52. As experiências da sra. de Girardin em casa de Victor Hugo, em Jersey, são descritas por Delanne, conforme relato de Auguste Vacquerie em seu livro “Les Miettes de l’Histoire”. (PP. 51 a 54)

Respostas às questões preliminares

A. Que repercussão teve na França o surgimento de “O Livro dos Espíritos”?
No ano em que surgiu, “O Livro dos Espíritos” atiçou uma verdadeira guerra de palavras e o público soube, com espanto, que o que tinha sido considerado até então como distração encerrava as mais profundas deduções filosóficas. De todas as partes elevou-se uma gritaria contra Kardec. Jornais, revistas e academias protestaram e duas correntes de opiniões se formaram nitidamente. Para uns, o fenômeno não tinha nenhuma realidade. Para outros, os deslocamentos da mesa e suas respostas eram devidos a uma ação magnética, sem participação de Espíritos. Os filósofos espiritualistas concluíram a favor das comunicações das almas de pessoas falecidas, enquanto os religiosos atribuíam os fatos a Satanás. (O Fenômeno Espírita, págs. 39 a 41.)
B. Como estava em 1893, quando da elaboração deste livro, o movimento espírita na Europa?
Na França, o movimento espírita estava mais florescente do que nunca. Existia em Paris regular quantidade de pequenos Centros espíritas, e duas Sociedades abriam suas portas ao público: a Federação Espírita e a Sociedade de Espiritismo Científico. As principais cidades da França contavam com uma organização de propaganda bem estabelecida e havia diversos jornais espíritas, dentre eles a “Revista Espírita”. Na Alemanha, se destacavam os trabalhos do Dr. Kerner e as experiências realizadas pelo célebre astrônomo Zöllner, professor na Universidade de Leipzig, com o médium Slade. Outras sumidades do campo científico que aderiram ao Espiritismo são mencionadas por Delanne: o professor Butlerof e o conselheiro Alexander Aksakof, ambos da Rússia, e os professores Ercole Chiaia e Lombroso, da Itália. A Bélgica foi descrita por Delanne como tendo um movimento espírita ardente e organizado como na França; mas era na Espanha onde havia um número de espíritas proporcionalmente maior do que em qualquer outro lugar e onde existiam jornais e Sociedades espíritas bem organizadas em todas as cidades importantes. (Obra citada, págs. 42 a 47.)
C. Delanne referiu-se também, em seu livro, ao movimento espírita na América latina?
Sim. Disse ele que o Espiritismo possuía, então, partidários convictos em todo o mundo. E relacionou diversos periódicos publicados na América latina, como as revistas “Reformador”, do Rio de Janeiro, e “Constancia”, de Buenos Aires. Segundo ele, o estado do Paraná possuía à época três periódicos espíritas. (Obra citada, p. 47.)
D. Que razões, na opinião de Delanne, nos levam a crer que os fatos espíritas não são produto de fraude ou de ilusão?
As razões apresentadas por Delanne são estas: 1ª - Eles têm sido estudados por sábios eminentes, aptos para se pronunciarem, com conhecimento de causa, sobre a validade das experiências; 2ª - As experiências têm sido analisadas, grande número de vezes, por observadores independentes, céticos a princípio, e o resultado obtido tem sido idêntico em todos os países; 3ª – Os fatos ditos espíritas oferecem, em todas as latitudes, os mesmos caracteres fundamentais, donde resulta que são devidos à mesma causa; 4ª – Por fim, esses fenômenos e sua autenticidade são tais que é impossível negá-los sem um exame aprofundado.  (Obra citada, págs. 48 a 54.)





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quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

CASAIS MENOS FELIZES - REPRODUZIDO DE O BLOG ESPIRITISMO SÉCULO XXI





Casais menos felizes

Emmanuel

Se encontraste a felicidade no lar tranquilo, no instante de julgar os companheiros em conflito no casamento, guarda-te em silêncio, se não podes louvá-los em algum ângulo da experiência que atravessam.
Já que conseguiste preservar a essência do amor nos fixadores da amizade e da ternura sem mescla, compadece-te daqueles que, de um momento para outro, se reconheceram defrontados por incompatibilidade e perturbação.
Efetivamente, anotaste-lhes os erros prováveis e lhes viste as atitudes aparentemente impensadas ou inseguras; no entanto, não lhes enxergastes os obstáculos e lágrimas, ansiedades e angústias, na gênese do drama doméstico em que se lhes arrasam as forças e do qual agora talvez consigas observar somente o fim.
Quantos de nós carregamos pesados grilhões de culpas adquiridos em existências passadas? Quantos compromissos teremos relegado para trás, reclamando-nos atenção e pagamento?
Entretanto, quando colocados uns à frente dos outros, nos bastidores caseiros da Terra, por impositivos da reencarnação, comumente fugimos de solucionar os problemas e ressarcir os débitos que nós mesmos criamos.
Que o dever é dever não padece dúvidas, todavia em muitas ocasiões não dispomos da força necessária para cumpri-lo.
E, se no mundo encontramos, por vezes, credores humanos e generosos que nos aguardam com paciência, que dizer do Senhor, cuja justiça se erige em bases de infinita misericórdia?
Se te observas feliz nos laços conjugais, é razoável que não aplaudas aquilo que te pareça desequilíbrio, embora nem sempre o seja, mas não censures os companheiros que a provação vergasta e o desajuste domina.
Em lugar disso, ora por eles e abençoa-os, sem recusar-lhes o apoio e a simpatia de que se mostrem necessitados.
Tanto nós, quanto eles, estamos entregues à Bondade de Deus e, em matéria de ajustamento aos imperativos do amor, nenhum de nós, na Terra, por enquanto, consegue saber com certeza se ainda hoje será para nós o dia de receber auxílio ao invés de auxiliar.

Do livro Chico Xavier pede licença, mensagem psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.




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