quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

PÉROLAS LITERÁRIAS (128)



Nhá Bela
Cornélio Pires
Nhá Bela jaz ferida na barraca.
Em vão fora pedir gotas de arnica,
Pois o moço dissera na botica:
- “Não atendo gamboa de ressaca.”
Tem febre alta... O corpo tremelica...
Sozinha, encontra o chão como leito e maca...
Perde sangue... Delira... Está mais fraca...
Lavadeira de tanta gente rica!...
Chora na noite escura que a regela,
Mas alguém rompe a sombra e diz: “Nhá Bela!”
E a pobre clama: “Oh! Filho, dá-me luz!...”
Brilha o zinco da choça de repente
E na morte que a beija, docemente,
Deslumbrada, Nhá Bela vê Jesus!
Do livro O Espírito de Cornélio Pires, de autoria de Cornélio Pires por intermédio dos médiuns Waldo Vieira e Francisco Cândido Xavier.
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