quarta-feira, 20 de abril de 2016

PÍLULAS GRAMATICAIS (201) POR PROF. ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO




No capítulo dos erros mais frequentes que são cometidos no uso do idioma português, eis mais cinco exemplos:

“O fato passou desapercebido.”
O correto: O fato passou despercebido.
A explicação: despercebido é o que não foi percebido, que não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.

“Haja visto seu empenho.”
O correto: Haja vista seu empenho.
A explicação: a expressão correta é “haja vista”, que é invariável. Exemplos: Haja vista sua dedicação. Haja vista seus esforços. Haja vista suas críticas.

“A moça que ele gosta.”
O correto: A moça de que ele gosta.
A explicação: no sentido usado na frase, o verbo gostar pede objeto indireto. Exemplos: Ela gosta do rapaz. O sogro gosta muito da nora. O filho gosta dos pais.

“Causou-me estranheza as palavras.”
O correto: Causaram-me estranheza as palavras.
A explicação: “as palavras” são o sujeito da oração. É preciso cuidado quando o verbo vem antes do sujeito.

“É hora dele chegar.”
O correto: É hora de ele chegar.
A explicação: não se deve fazer a contração da preposição “de” com o pronome “ele” ou com os artigos “o” e “a” nos casos seguidos de infinitivo. Exemplos: É hora de ela viajar. Apesar de o amigo tê-lo convidado. Depois de esses fatos terem ocorrido.

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De acordo com o novo VOLP – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, os termos não-alinhado, não-fumante, não-governamental, não-intervencionista, não-operacional e não-violência são agora escritos assim: não alinhado, não fumante, não governamental, não intervencionista, não operacional e não violência.
Em casos de dúvida, confira na Web o que o VOLP nos indica: http://www.academia.org.br/nossa-lingua/busca-no-vocabulario?sid=23


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