sábado, 19 de maio de 2012

O filme “Criação” de Charles Darwin


Recentemente assisti ao filme inglês, lançado no ano de 2009 e estrelado pelos atores Paul Bettany, Jennifer Connelly, Jeremy Northam, Toby Jones
– “Criação”, baseado na vida de Charles Darwin.

Recomendo ao leitor, principalmente àqueles que apreciam História. Obviamente que não privarei você das surpresas do filme narrando-o neste pequeno texto, mas tenho que comentar sobre o conflito vivido pelo cientista. Algumas pessoas que souberam de sua teoria começaram a dizer que Darwin matara Deus.

O dilema da morte do Todo-Poderoso perturbou-o e trouxe-lhe grandes dores de cabeça. Sua esposa, utilizando a religião sob a ótica do fanatismo, não compreendia suas pesquisas. Aquilo afastou o casal.

Mas fiquemos por aqui ou o filme perderá sua magia.

Abordaremos, entretanto, a morte de Deus.

Imagine você, caro leitor, a dificuldade da mentalidade da época, século XIX, em admitir que somos seres em constante evolução.

Inconcebível para o religioso daquele tempo considerar que habitou o reino animal em época remota, ou nem tanto.

Hoje, porém, com a sofisticação das pesquisas e os fatos descortinados por estudiosos, além da atualização da mentalidade de alguns religiosos, parece-nos que o clima entre ciência e religião anda mais ameno.
É que em face da evolução não há muito o que contestar.

Pelo lado dos religiosos, como argumentar, por exemplo, a favor da teoria geocêntrica em que a Terra fica parada e o Sol girando?

Pelo lado dos cientistas, aquele que se nega a observar a natureza espiritual do Homem corre sério risco de ficar defasado.

Timidamente, cientistas e religiosos começam a ensaiar um encontro. Só mesmo os grandes teimosos e prepotentes permanecem a defender suas apáticas razões com unhas e dentes.

É preciso considerar que para o bem do próprio Homem ciência e religião devem caminhar juntas. Elas são filhas diletas do Todo-Poderoso!

A propósito, peço licença ao leitor para narrar experiência pessoal.

Como em breves dias passarei por cirurgia, em uma das visitas ao doutor questionei:
 - Será o senhor quem irá me operar?
Ele respondeu firme:
 - Não! O cirurgião que fará esse trabalho é o melhor de todos. E acrescentou sorrindo: Deus, meu filho. Eu sou apenas um instrumento.

Fiquei mais tranquilo. Deus não erra. Sucesso garantido!

Brincadeiras à parte, fiquei feliz em ouvir aquilo de um homem de ciência.
Fico apenas com pena de Darwin que passou algum tempo acabrunhado, segundo narra o filme, por ter assassinado Deus.

Se alguém na época houvesse lhe dado O Livro dos Espíritos, provavelmente o cientista teria sido poupado de muitos momentos de angústia.

Afinal, a primeira obra da codificação de Kardec precedeu “A origem das espécies” – livro de Darwin, em dois anos. Se Darwin tivesse em suas mãos o livro da Codificação Espírita certamente sua consciência não o acusaria de homicídio e o pouparia também de contendas no lar por conta da rivalidade existente entre ciência e religião.

Talvez tenha faltado a Darwin nascer em território francês.
Fonte: em inteiro teorO Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita

 



 

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