sexta-feira, 23 de agosto de 2013

" O JORNALISMO ESPÍRITA CADA VEZ MAIS ATRAI O INTERESSE DE ESPÍRITAS E NÃO - ESPÍRITAS"

Cássio Leonardo Carrara: 
O jovem autor do livro O Som da Nova Era – O Clarim e seus maestros explica como foi concebida e escrita a obra
 
Cássio Leonardo Carrara (foto) nasceu em Mineiros do Tietê-SP e reside atualmente em Matão-SP, onde atua como jornalista na Casa Editora O Clarim, instituição espírita fundada por Cairbar Schutel. Espírita desde o berço, Cássio aprendeu a conviver com as letras e a literatura espírita por conta do envolvimento de seus pais com a doutrina
codificada por Kardec e, por isso, hoje segue o caminho do jornalismo em uma organização espírita. Na entrevista que nos concedeu, ele relata a experiência que foi escrever um livro abordando a Casa Editora O Clarim e alguns dos personagens que fizeram a sua história. 

Cássio, onde e quando você nasceu?
 
Nasci em Mineiros do Tietê-SP no dia 14/3/1988. Resido em Matão desde dezembro de 2000. 
               
Qual a sua formação profissional? 
Sou graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pelo Centro Universitário de Araraquara. 

Fale-nos de seu livro sobre a Casa Editora O Clarim e como foi escrevê-lo. 
O livro O Som da Nova Era – O Clarim e seus maestros foi pensado como um livro-reportagem, apresentado como trabalho de conclusão de curso para a obtenção da graduação em Jornalismo. O objetivo dos trabalhos apresentados pelos alunos era produzir um material jornalístico que tivesse relevância social e/ou histórica, e que também valorizasse a cultura e a história de Araraquara e demais cidades da região. Com esse pensamento, pensei em contar um pouco da história da Casa Editora O Clarim, mas com foco principal nos personagens que fizeram parte de sua história. Muito se conhece sobre Cairbar Schutel, mas a editora não pôde ser sustentada até hoje apenas por sua atuação – já que ele desencarnou em 1938. Desde 1905 o trabalho continua ininterrupto e, por esse motivo, o livro procura trazer algumas pequenas biografias destes personagens, bem como do próprio Cairbar Schutel, ligando-as ao desenvolvimento de O Clarim, suas dificuldades ao longo do tempo, o desenvolvimento de sua estrutura, a comemoração do centenário, entre outros fatos. 
                                  
Quanto tempo você demorou para elaborar o livro? 
Como se tratou de um trabalho acadêmico, além da redação do livro em si, foi preciso desenvolver também um projeto, um relatório explicativo, que envolveu um estudo sobre livro-reportagem e suas técnicas, bem como as teorias de comunicação e jornalismo. Defini o tema em março de 2011 e a maior parte do projeto foi desenvolvida até novembro daquele ano, ficando apenas alguns ajustes para o ano seguinte. Em janeiro de 2012 fiz a primeira entrevista para o livro e em setembro do mesmo ano finalizei a redação. Foram aproximadamente 18 meses desde a definição do projeto até a conclusão da redação e revisão. 

No tempo de sua elaboração sentiu a presença da espiritualidade? 
Não explicitamente, mas senti muita facilidade para escrever. Escrevi o livro em partes, conforme concluía alguma pesquisa, e sempre que dedicava um tempo para isso o texto fluía naturalmente. Não precisei apagar e reescrever, ou ficar um tempo parado, pensando. Simplesmente escrevia e o resultado sempre me agradava.  

O livro é um resgate da história da Casa Editora O Clarim e de tantas pessoas que fizeram parte desta respeitável instituição. O fato de você trabalhar lá teve alguma influência em sua decisão de escrever o livro? 
Não, pois a definição do tema foi feita em março de 2011 e na época eu trabalhava em outra empresa. Comecei a trabalhar na editora algumas semanas depois, em abril, o que foi uma grande coincidência – e também me ajudou na pesquisa. 

O fato de ser de família espírita e conhecer o Espiritismo ajuda-o no desenvolvimento de sua atividade profissional? 
Com certeza, ajuda, pois você já tem em mente os princípios do Espiritismo e consegue pensar de uma forma segmentada, ou seja, espírita. Ao elaborar uma entrevista, por exemplo, se eu fosse um jornalista não-espírita, talvez fizesse ao entrevistado a seguinte pergunta: “O que é reencarnação?”. Numa revista destinada a falar somente sobre Espiritismo não há, em uma entrevista, espaço para esse tipo de pergunta. É possível filtrar melhor o que é de interesse do leitor e o que não é. 
Quais são seus projetos futuros? Há ideia de mais algum livro? 
Estou me dedicando ainda aos estudos, agora com uma pós-graduação na área de Comunicação Corporativa e pretendo me especializar e ganhar mais experiência com o jornalismo, que é uma área fascinante e muito abrangente. No momento, não penso em escrever outro livro, mas gostaria de ampliar O Som da Nova Era assim que tiver oportunidade. 

Em nosso Movimento Espírita o que te serve de fonte de inspiração?
Procuro enxergar aquilo que está relacionado ao meu trabalho, que é esta área de comunicação social. Vejo que hoje em dia as federações, principalmente, estão trabalhando muito bem a divulgação espírita, elaborando bons releases sobre os eventos, fazendo boas reportagens sobre os congressos e entrevistas com autores e palestrantes. O jornalismo espírita, se pudermos assim denominar a nossa atividade, está crescendo e cada vez mais atrai o interesse de espíritas e não-espíritas, já que os assuntos são interesse da vida de todos, do cotidiano. Acho que se fizermos um bom trabalho, nos focarmos em esclarecer bem os conceitos espíritas e transmitirmos nos artigos e reportagens o máximo de fidelidade doutrinária, estaremos contribuindo para o esclarecimento dos leitores.

Suas palavras finais. 
Gostaria de agradecer-lhe pela oportunidade de falar um pouco sobre a experiência de unir o Jornalismo ao Espiritismo. Considero importante a valorização daqueles que trabalham com a imprensa espírita e que, mesmo com públicos pequenos, incentivam a leitura e informação daqueles que têm o Espiritismo como religião ou admiração. Muitas vezes a leitura de um artigo em um jornal ou uma revista – ou mesmo na internet – pode incentivar a pessoa a procurar mais informações, mais livros de estudo, frequentar palestras. Então, é um trabalho que não pode parar e é de muita importância.

Fonte: Retirado de o Consolador uma Revista Espírita


 



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