segunda-feira, 1 de julho de 2013

ESCOLA PROVA ESTÁ A SERVIÇO DO BEM-ESTAR SOCIAL DE SUA COMUNIDADE!




A COMISSÃO MISTA PRÓ-CAPS E SAÚDE BÁSICA, por meio do seu idealizador e Mobilizador Social Reinaldo Cantanhêde Lima parabeniza a gestora Rosinélia Freitas e equipe da Unidade Escolar Manoel Silva Cantanhêde por ser a primeira a escancarar sua porta para apresentação de Um filme intitulado  “UM OUTRO OLHAR” – Manual Audiovisual sobre Centros de Atenção Psicossocial e Saúde Mental na Atenção Básica, uma realização da Fundação Universitária José Bonifácio – NUPPSAM/IPUB/UFRG, com o apoio do Ministério da Saúde.

O evento foi uma atividade que faz parte de um processo de Sensibilização Comunitária e Social promovida por uma Campanha Antidroga, iniciada em 2004.  Buscou-se o espaço escolar considerando ser área de risco. Considerando ser os profissionais da Educação a vidraça mais vulnerável da sociedade conforme mostram os noticiários. Considerando a escola não ser um ente  isolado da sociedade. Considerando a Escola ser uma lâmpada acesa focada para iluminar  o caminho dos seres humanos.

Buscou-se a escola por termos a certeza de ser as professoras, membro de uma sociedade, vive os agravantes do século XXI  que é a drogadição! Por termos a convicção de serem as professoras mulheres, mãe ou não, humanas. E, sem dúvidas serem agentes de mudanças de condutas, de transformação social, de serem a alavanca propulsora da evolução intelectual e moral. Justificada pela ação de estarem conscientes dos agravantes que envolvem a escola e a comunidade.

Quem quer que seja possa pensar de essa nossa árdua  missão seja um disfarce eleitoral, o faria por não me conhecer, por não saber de eu ter perdido um filho para as drogas e  ser pai de um filho dependente químico. Por outro lado, dizer ser eu um idoso funcionário público, em processo de aposentadoria, casado com uma professora aposentada pela União e pelo município, pai de três filhos funcionários públicos e concursados. A minha candidata é fazer o que a minha consciência autoriza, com vistas no meu aperfeiçoamento intelectual e moral.

Portanto, prezados leitores, o nosso sacerdócio está embasado nas leis vigentes no exercício da cidadania   e, nos ditames da sociologia conforme Emile Durkheim Segundo Emile Durkheim, os Factos Sociais constituem o objeto de estudo da Sociologia pois decorrem da vida em sociedade. O sociólogo francês defende que estes têm três características:

Coercibilidade - característica relacionada com a força dos padrões culturais do grupo que os indivíduos integram. Estes padrões culturais são de tal maneira fortes que obrigam os indivíduos a cumpri-los.

Exterioridade - esta característica transmite o facto de esses padrões de cultura serem exteriores aos indivíduos, ou seja, ao facto de virem do exterior e de serem independentes das suas consciências.

Generalidade - os fatos sociais existem não para um indivíduo específico, mas para a coletividade. Podemos perceber a generalidade pela propagação das tendências dos grupos pela sociedade, por exemplo.
Para Emile Durkheim, factos sociais são "coisas". São maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e dotadas de um poder coercitivo. Não podem ser confundidos com os fenômenos orgânicos nem com os psíquicos, constituem uma espécie nova de fatos. São fatos sociais: regras jurídicas, morais, dogmas religiosos, sistemas financeiros, maneiras de agir, costumes, etc.

“É um fato social toda a maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coação exterior.”; ou ainda, “que é geral no conjunto de uma dada sociedade tendo, ao mesmo tempo, uma existência própria, independente das suas manifestações individuais.” Ou ainda: Todas as maneiras de ser, fazer, pensar, agir e sentir desde que compartilhadas coletivamente. Variam de cultura para cultura e tem como base a moral social, estabelecendo um conjunto de regras e determinando o que é certo ou errado, permitido ou proibido.

Ex.: coerção! O que te lembra isto? Força pública, certo?
Então o exemplo para manutenção de tais estabilidades sociais, exige-se para a manutenção da segurança social contra os inimigos públicos, uma polícia, seja ela municipal civil ou federal, exige-se uma força armada para proporcionar uma pseudo segurança na sociedade como um todo. Este é apenas um exemplo de questão jurídica.

existem muitos outros é só parar pra pensar que as coisas fluem!!! Durkheim é fera mesmo.
  • 6 anos atrás
·         O que pode ser feito para melhorar a interação descomunalidade? Neste artigo, Nelson Piletti propõe ações de intercâmbio entre as duas partes, como a criação de bancos de dados socioculturais.
·         Por Nelson Piletti*
Como podem os profissionais da educação bem desempenhar o seu trabalho se não conhecem a comunidade onde o estabelecimento de ensino em que atuam está localizado? Como pode a escola atingir os objetivos constitucionais da educação – pleno desenvolvimento da pessoa, preparação para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho – se desconhece as condições de vida e as aspirações da comunidade onde vivem os seus alunos?
O conhecimento da comunidade assume importância ainda maior quando os profissionais da educação não residem no bairro em que atuam. Muitas vezes, eles se dirigem à escola, executam as suas tarefas e voltam para casa sem se preocupar, ao menos, em percorrer as ruas onde moram os alunos – quem dirá visitar as suas casas! – para ter um contato, mínimo que seja, com a realidade local.
Décadas atrás, após desenvolver experiências teatrais em comunidades cariocas, o educador Antônio Leal assumiu uma turma de alunos reprovados em certa escola da favela da Rocinha. Em seu famoso livro Fala Maria Favela: uma experiência criativa em alfabetização, ele relata o que viu ao entrar na sala de aula:
“Das janelas em forma de venezianas, com muitos vidros quebrados, via-se o interior das casas montadas no barranco: aparelhos de televisão, sofás de napa, imagens de são Jorge e são Sebastião etc. Sempre muitas crianças brincando, soltando pipa, brigas e discussões de marido e mulher, homens construindo novos barracos, enfim a vida da favela entrando pela janela da sala. Assim deve ser na escola (…). [Encontra-se, no entanto] a sala sempre igual: carteiras individuais, a mesa do professor e o quadro negro” (São Paulo: Editora Ática, 1993, 12ª ed.).
Duas perguntas importantes são suscitadas pelo relato: de modo geral, qual o estado em que se encontram as relações entre as nossas escolas e a comunidade? O que, concretamente, pode ser feito para melhorar a interação escola-comunidade?
A questão é tão importante para a melhoria do desempenho escolar de alunos e professores que se torna fundamental organizar, em cada estabelecimento de ensino, um Serviço de Intercâmbio Escola-Comunidade, com representantes da escola (professores, alunos, funcionários) e da comunidade (pais, associação de moradores, organizações sociais etc.).
A primeira tarefa desse serviço seria organizar um banco de dados com o maior número possível de informações (de diversas naturezas) sobre a comunidade, abrangendo:
  • Condições materiais: situação das ruas, iluminação pública, saneamento básico, moradia, alimentação, trabalho, salários, desemprego, água tratada, entre outros;
  • Condições sociais: assistência médica, educação, acesso escolar, assistência à infância e aos idosos etc;
  • Condições culturais: espaços para eventos artísticos, de lazer, atividades de fim de semana e demais ações do gênero;
  • Condições familiares: tipos de arranjos familiares, número de pessoas na mesma casa. E assim por diante.
Tais informações poderiam ser enriquecidas com um acervo fotográfico que, exposto na escola – na sala dos professores, por exemplo –, lembrassem sempre os educadores das características da comunidade e dos alunos com os quais atuam.
Como segunda tarefa importante, caberia ao serviço de intercâmbio promover atividades que facilitassem a interação entre a escola e a comunidade, tanto no sentido escola-comunidade, quanto no sentido comunidade-escola, entre as quais estariam visitas às famílias (especialmente dos alunos com maiores dificuldades), saídas dos alunos para melhor conhecerem a sua comunidade, atividades culturais e recreativas nos finais de semana (abertas à comunidade), organização de eventos nas dependências da escola, enfim, um grande leque de possibilidades.
É fundamental, porém, que todas essas atividades de interação entre escola e comunidade caminhem de encontro àquela que é a atividade - fim do estabelecimento de ensino: a educação. Assim, com base nas informações coletadas e nas atividades de intercâmbio promovidas, caberá à escola desenvolver um processo de ensino e uma programação cultural ampla, ambas iniciativas embasadas nas necessidades e aspirações da comunidade – portanto, condizentes com a realidade cotidiana.
Dessa forma, os conhecimentos transmitidos pela escola assumirão uma “roupagem local (linguagem, exemplos, atividades, eventos culturais), aumentarão o interesse dos alunos pela escola e, certamente, também a eficiência e a eficácia do processo de ensino e aprendizagem.
___
*Nelson Piletti é graduado em Filosofia, Jornalismo e Pedagogia. Mestre, doutor, livre-docente em Educação (USP) e professor aposentado da Faculdade de Educação (USP), publicou dezenas de livros didáticos, paradidáticos e acadêmicos nas áreas de Educação e História, entre os quais Sociologia da educação: do positivismo aos estudos culturais (Editora Ática, 2010), em coautoria com Walter Praxedes.
Não escancarando a porta da escola para alí ser apresentado novidades venha minorar o sofrimento de uma comunidade  em que vive o caos público incontestável, seria talvez, algo a ser investigado por setores da medicina: psiquiatria, psicologia etc.

 Reinaldo Cantanhêde Lima – Funcionário Público Estadual, Sindicalista, Autodidata, Educador Alternativo, mobilizador Social e Ex- Conselheiro Municipal de Saúde período: 1995/2001



3 comentários:

  1. Prezado Reinaldo lima, Deus está no seu caminho e você deve continuar, não desista, porque essa sua amiga será? ainda não disse o que veio fazer nós precisamos de pessoas com a sua coragem sair mostrando o que é preciso fazer está cumprindo o seu dever, falta nós fazer a nossa parte. beijos

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  2. JOSÉ DE RIBAMAR SANTOS2 de julho de 2013 às 17:39

    #os sete sabores necessário À educação do futuro
    1-As cegueiras dos conhecimentos: O erro e a ilusão
    2-Os principios do conhecimentos pertinente
    3- Ensinar a condição humana
    4- Ensinar a indentidade terena
    5-Enfrentar as incertezas
    6-Ensinar a compreensão
    7-A ética do gênero humano
    abçs amigo REINALDO LIMA INFORMAR É EDUCAR...

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  3. Boa Noite Professor Reinaldo!
    Como disse o grande educador Paulo Freire "Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo." (Paulo Freire).

    Um Grande Abraço.

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